sexta-feira, 8 de junho de 2018

Tempo, pare por favor!


Adoro fotos. Antes eu adorava ser a modelo e perturbava todo mundo. Hoje eu adoro fotografar, seja paisagens ou pessoas. Registrar momentos é formidável. Quando o tempo passa e revemos uma foto percebemos o quanto mudamos. Recordamos momentos já esquecidos na nossa memória.


O homem sempre almejou voltar no tempo. Nunca conseguiu. Quem nunca, não é? Queremos reviver ou até mesmo mudar algo. Então um brinde ao irreversível tempo. Nós mudamos o tempo todo, não é? Em pouco tempo pintei três vezes meu cabelo. Estou Morena agora. Emagreci e engordei. Envelheci. Fiz tolices e me senti madura em diversas decisões. Chorei e me alegrei.

Mudei. Sempre estou mudando por dentro e por fora. Assim como todos nós. O tempo muda as pessoa, mas ele continua igual. Ele só passa. Prossegue. Isso nunca mudou. As paisagens, as pessoas, o mundo estão em constantes transformações e o danadinho do tempo permanece intacto.

O homem de fato não conseguiu controlar nosso principal rival (aquele que nos traz as rugas e cabelos brancos, que nos deixa mais fracos e incontroláveis).

É por isso que amo a fotografia. De alguma forma ela eterniza um momento. No Jornalismo por exemplo, nos deparamos com fatos históricos ou a prova de uma denúncia, ou até mesmo a realidade na perspectiva do fotógrafo.

Desde de ontem estou vasculhando fotografias. Percebo o quanto as mudanças sãos constante. Muitas boas. Outras não. O certo é que de fato todos aqueles textos sobre a importância do presente(O aqui, agora) são de fato relevantes. Não sabemos o que o tempo nos trará de presente ou desgraça. Mas é fato de que muito do que ele nos traz está relacionado às nossas escolhas.

O tempo é danado, sim, de fato. Mas nós, minha gente. Nós somos seres formidáveis, tanto como ele. A diferença é que somos imprevisíveis. O tempo não anda pra trás e nem para, apenas prossegue. Nós, por vezes corremos, damos ré e em certos momentos estagnamos. Quem dera que assim como o tempo, sem barreiras a gente apenas prosseguisse. Ahhh, quem dera!

Hoje foi dia de recordar através das fotografias. Mas também através da memória. Afinal. Tem época e a maioria das situações não possuímos uma máquina fotográfica. É nossa memória que se encarrega de registrar. Não podemos ser como o tempo. Mas que bom que podemos tantas outras coisas, não é? Como os que criaram a máquina fotográfica ou nós, que mesmo anônimos registramos momentos na nossa incrível memória.

Que o tempo e a gente se encarregue de momentos bons em nosso imprevisível viver. Que a gente possa de fato viver, não apenas sobreviver.

Seja você




Certa vez li algo muito bom sobre ninguém ser unanimidade e o quanto é impossível agradar a todos. Por mais sensatos ou agradáveis que possamos parecer ou até ser: definitivamente não há como agradar a todos. Eu sempre me juguei/cobrei por isso. Sempre tive uma mania de me culpar por não agradar como meu jeito de ser. Sempre me cobrei demais por não ser o que as pessoas quisessem que eu fosse. 

É o jeito de falar; ou o jeito de vestir; ou o jeito de agir; até o jeito de andar ou comer. E não importa se você come ou anda devagar ou rápido sempre tem alguém que não se agrada ou alguém que gosta. 

Em alguns casos, as cobranças que fazemos de nós mesmos acabam piorando nossa maneira de interação, às vezes travamos ou nos tornamos algo que não somos. Temos que ser nós mesmos, mesmo que seja bizarro, como diz a música da Pity. 

Ninguém é unanimidade e hoje percebo que isso é ótimo. Ninguém agrada a todos: isso é ótimo. Isso torna a vida dinâmica, com tantas diferenças. É a dinâmica da vida e temos que primeiramente nos aceitar, depois saber viver na diversidade da sociedade. 

Não posso dizer que estou completamente recuperada de muita coisa que passei, com toda guerra comigo mesmo...Mas tô melhorando. Afinal, não nascemos prontos para nada e parece que nunca estamos prontos, mas vamos aprendendo com os outros e até com nós mesmos. Um brinde à dinâmica da vida, aos erros e acertos que nos tornam únicos.

De qualquer forma vamos agradar e também vamos desagradar muito a gente nesse nosso imprevisível viver, o que não podemos é estagnar por causa disso, se sentir incapaz. Vimemos de parâmetros na maior parte da vida. Comparações são comuns nas famílias, no trabalho, ou em qualquer meios sociais: sempre vamos conviver com isso e temos que lidar com essas pressões aceitando que somos especiais e únicos. 


domingo, 3 de junho de 2018

Vida dos rodoviários e as greves



Eu uso o transporte público diariamente desde que me entendo por gente. E lá se vão muitos anos. Lembro quando ia pra aula e ainda não pagava passagem: tinha motoristas que ainda me dava bombom😂.



Eu vi muito coleguinha reclamando da última greve nas redes sociais: entendo, pois eu também fiquei sem transporte. A questão é até onde vão estes questionamentos e até quando vamos GENERALIZAR por interesses pessoais.


Sim. Generalizar. Em qualquer profissão ou local vamos encontrar excelentes, bons, médios e péssimos funcionários. Os rodoviários não são diferentes. Na minha rotina foram poucos que encontrei na classificação "péssimo", mas claro que cada um tem sua experiência diária. Mas vamos pesar melhor na balança e ser mais honestos. Se for pesar na balança eles sofrem por demais também com passageiros eu já vi cada situação. Enfim. Via de mão dupla de uma cidade mal administrada.

A questão é: essa história de que não quer trabalhar, pois tem gente que quer, é a mais triste que li nesses dias.

A luta por melhorias é legítima. É digna. Eles querem trabalhar DIGNAMENTE. Muitos amam o que fazem. Muitos não trocariam por nenhuma outra profissão. Não são vagabundos. Querem trabalhar dignamente. Querem trabalhar. Escrevo essa parte com sangue nos olhos...hahahaha

São vários direitos violados. Tem motorista de carro pequeno que não consegue ficar uma hora no trânsito e sai soltando cachorros e caprichando nas buzinas.

E Pasmem. Uma das reivindicações é ponto biométrico, pois tem rodoviários trabalhando mais de 10h por dia. Repetindo: mais de 10h no nosso trânsito do inferno. De novo. Mais de 10h. Mais de 10h. Mais de 10h😇.

E pra esclarecer, ou até mesmo lembrar, que se derem condições melhores aos rodoviários todos nós ganhamos. Deveria existir uma lei que diminuísse a jornada pra seis horas. Isso melhoraria pra eles e para nós. É uma das lutas: o horário desgastante para uma profissão perigosa e de alto nível de estresse.

O mais de 10h é pesado, né? Pois é. Essa é apenas umas das reivindicações. Salário mínimo aumentou, inflação idem. E o salário dos rodoviários não. Dizem por aí que passagem aumenta por causa do salários deles, sem paciência pra explicar que não, não é por isso.

Muitas categorias grevam: médicos juízes, entre outras profissões que estão no patamar de cima no capitalismo. E qualquer profissão que tenha a oportunidade de grevar por melhorias vai FAZER. Todos querem o melhor.

Todos nós queremos em nossas profissões salários e condições melhores, não é? Você que fez textão falando horrores contra a categoria, em sua profissão não faria o mesmo?

Temos que praticar um exercício simples todos os dias: se colocar no lugar dos outros. Sempre é sempre.

Você sabia que é lei de quem depende de transporte público que entra em greve não ir trabalhar se o patrão não fornecer transporte? O triste é que quando nos voltamos contra os outros trabalhadores ficamos mais fracos.

Vi na reportagem um dono de supermercado dizendo que quem quer trabalhar dar um jeito. E muitos dão mesmo: vão de bicicletas, pagam mais caro por outro transporte, enfim tudo por não conhecer seus direitos e por medo de perder emprego. É claro que unidos somos mais fortes.

Então, pra encerrar, o meu lema, como sempre é: empatia e luta por direitos melhores para todas classes.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Eu odiava o PT



Eu não gostava do PT. Nem do Lula. Nem da Dilma. Cresci em um ambiente que de fato não suporta partidos ditos como de esquerda. Conheço muitos amigos e conhecidos que os odeiam. Mas desde do momento que conheci de perto outras realidades através da minha profissão(Jornalismo) mudei meu pensamento. Era impossível permanecer com a mesma visão. Me formei bolsista do ProUni e nunca teria me formado sem ele, ainda mais com um curso caro como Jornalismo. 

O ProUni não me comprou, e não fui "massa de manobra" como dizem por aí . E acreditava que o governo não tinha mais que a obrigação de fazer o que fazia. Mas que bom que a gente cresce, aprende e depois de muito tapa na cara da realidade entende a história do Brasil que passa nos nossos olhos, mas é contada para nós por terceiros (mídia, políticos, religião, família...).

Eu ainda lembro do tempo do FHC. Lembro dos trabalhos da escola sobre o nordeste e as crianças que morriam de desnutrição, da seca e da fome que se alastrava no nosso país. Entendi através das outras realidades que eu vi o quanto um governo social pode mudar uma história de uma nação, em todos os sentidos. O quanto uma casa, um carro, uma comida pode trazer dignidade para as pessoas.

Eu fiz matérias. Conheci militantes dos Direitos Humanos. Conversei com pessoas que conhecem mais de perto outras realidades e falei com pessoas. Várias pessoas. Sai da bolha da televisão que por sua vez sempre foi tucana. Quem não sabe o lado político da grande emissora que ninguém, mesmo falando mau consegue se desligar?

Eu poderia continuar com mesmo pensamento, afinal são tantos Jornalistas que odeiam o PT que minha nossa! Mas tudo depende também de onde você vem, da criação, das vivências e da perspectiva sobre a vida, cara! Eu cresci vendo minha mãe ajudando as pessoas, vendo ela dividindo o pouco o que tinha. Ajudando de várias formas as pessoas, com dinheiro, dormindo em hospital com quem não tinha acompanhante. Meu olhos brilhavam com isso. 😍😍😍😍😍Meus olhos ainda brilham, pois ela não mudou.

Eu lembro da felicidade e da reação das pessoas quando eram ajudadas. Escrevo essa parte emocionada. Muitas pessoas precisam de tão pouco para serem felizes, para se sentirem lembrados.

Quem nunca passou fome ou teve sua casa alagada sabe entender o amor de uma população por um governo que mudou sua realidade. Foram projetos magníficos que mudaram realidades. Movimentos dizem que é bolsa vagabundo. Ah, eu garanto que não. Eu estudei como bolsista pra trabalhar. O bolsa família é pra criança que estuda (cartada de mestre), muitas crianças voltaram para escola.

 A fome diminuiu, crianças de novo nas escolas, pobres nas nas faculdades públicas e privadas, através das cotas. Era demais para a elite(empresários, políticos, mídia). Quando Aercio perdeu, de fato começou a palhaçada. As panelas, as campanhas bombásticas nas redes sociais. Nasceu o Movimento Babaca Livre que espalham notícias falsas. Foi a saída de Dilma por pedaladas fiscais(palhaçada), foi a perseguição de Lula(Afinal, ele seria o candidato mais forte).

Foi coleguinha meu chamando os que estão com Lula de Idiota e muito mais. Foi bate boca com parente e amigos, foi gente vindo comentar nas minhas postagens com #Fulaninho2018. Afinal, eleitores dele declararam guerra ao Lula.

Confesso que não ia votar no PT esse ano (mas ficaria mais tranquila se ele ganhasse ao invés de certos candidatos) , tenho minhas críticas, e tem partidos mais fervorosos nas suas ideologias, mas algo está bem claro: houve um mega acordo entre mídia, políticos e justiça para a queda do PT. Disso não há dúvidas. Não há provas. Outros mesmo com provas então impunes. Minha nossa! É nítido isso. Mas a galera insiste em dizer que eles serão os próximos, eu espero mesmo. É perseguição sim contra o PT, por sua gestão social.

É complicado. Eu tento não comentar em postagens dos outros, por respeito. Muitos deixei de seguir por serem bem ofensivos, chamando de idiotas e nomes afins, já teve gente que excluí, pelo extremo mesmo. Mas se comentou no meu Post vai ter réplica e tréplica se for preciso.

Eu gosto de escrever. Gosto de política e procuro conhecer cada vez mais sobre ela, e conhecer os candidatos. É fundamental entendermos e discutirmos sobre ela. Temos que amar assuntos políticos, por nós. Eu posto minhas revoltas e sou chamada de radical. Radical por odiar as desigualdade sociais.

Eu sei o quanto o conhecimento mudou minha visão política. Minha visão social não mudou em nada. Só não tinha associado à política, pois era leiga e tinhas fortes influências que não me fazia enxergar de fato a realidade.

Quanto ao PT em meio ao caos o agradecimento será eterno de quem teve sua realidade mudada. Entendam que isso nunca mudará. Ah mas criaram os programas no governo do FHC. É queridos, vários projetos são criados e ficam no papel. O PT que de fato priorizou projetos sociais e investiu nas minorias.

Hoje sou mais plena e meu voto sempre será em quem valoriza quem realmente precisa e que lute por mais igualdade social. Candidato que só pensa em seu mundinho de elite, que menospreza o povão, que é machista, que prega violência não terão meu apoio. Falo mau mesmo. Agora entre as estrelinhas, pois não gosto nem de escrever o nome.😂😂😂

É minha gente, 2018 chegou e nossa história está passando pelos nossos olhos com muitos narradores. Multidões de ideias, eu mudei e estou propensa à mudanças, mas agora mais do que nunca meu posicionamento político é por igualdade. Sempre será!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

VELHA INFÂNCIA

Não quero adultos nem chatos.Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.( Oscar Wilde)

   

O modo de se viver transforma-se com passar do tempo, o “Belo”, ou seja, a maneira com que a pessoa admira determinada coisa, não é o mesmo de anos, décadas e séculos atrás. Todo conceito de moral, arte, música, produtos vem tendo concepções diferentes a cada passagem de estação. O que os escultores antigos diriam se vissem uma privada em cima de uma mesa, em uma exposição de arte? Ou os músicos clássicos ao se deparar com o “lepo, lepo”? Ou um escritor antigo ao se deparar com o twitter?

Enfim, hoje a massa não se ver sem a internet (o seu belo), o que para os antigos seria algo assustador. Tanto a arte; como a música; como os meios de comunicação a cada dia passam por um processo de “inovação”. Será que o belo atualmente em todos os aspectos são produtivos como antes? Estamos avançando na tecnologia e regredindo nos valores relacionais e sociais? A massificação do belo gerou uma padronização da cultura para todas as idades e classes.

A Industria infantil

Antigamente pensava-se praticamente no público adulto, porém hoje em dia todos os públicos são alvo da doutrina consumista. Do bebê ao idoso, o importante é vender para a massa. Isso consequentemente vem mudando todo o conceito de beleza do mundo. Hoje, sem as ideologias; sem os questionamentos; sem olhar sensível, o dinheiro tem sido o belo da sociedade.

Pouco se fala da concepção de belo para as crianças, afinal elas por um bom tempo eram insignificantes para a “sociedade”. Antes eram olhadas exclusivamente pelos seus pais. Eles que mostravam a beleza dos valores . Era um tempo, em que o belo era semeado de geração para geração.  Tudo isso acontecia até chegar à padronização da estética. Detalhe, o produto para esta doutrina não é apenas o que se pode ser feito nas fábricas, mas tudo mesmo tornou-se produto, até o próprio ser humano.

Então, o capitalismo voltou os olhos também para as crianças. Elas vêm sofrendo mutações de valores constantemente e são nelas que se devem colocar todas as preocupações. Afinal, o futuro depende muito do que são no presente e que formação possuem. Com a cobrança do mercado e as enormes diferenças sociais, a família não agrega tantos valores como antes. Os pais não possuem tempo como antigamente. Não mudou apenas a concepção de belo na sociedade, mas principalmente o sistema e a maneira de se viver.

Os produtos infantis não se diferem aos demais padrões de beleza que o sistema vem promovendo. É o famoso belo pregado pelo modelo atual (capitalismo), ou seja, extremamente consumista e egocêntrico. Sim, de fato, as crianças também entraram no mundo louco do consumo. De uma maneira drástica, o mundo infantil está se transformando. Com essa transformação toda sociedade sofre e altera-se também. Não é à toa que se ver tanta violência em adolescentes a crianças atualmente.


Nostalgia
Antigamente o belo para as crianças, eram as brincadeiras de rua com os amigos. Não existia uma mídia que influenciasse como hoje. Muitas nem possuíam televisão, sendo assim, as crianças usavam sua imaginação e criavam a sua própria beleza. Era o tempo dos barquinhos de papel, revolver de madeira para brincar do famoso "policia e ladrão". As bonecas de pano na maioria das vezes eram feitas pelas mães e eram as melhores. Tinham até as bolas de papel para jogar futebol, quando a de plástico furava, ou até garrafa de Pitchula com areia.  Enfim, a molecada se divertia, brincando na rua, sem produtos caros ou de marca, pois a diversão não estava no valor material e sim na própria brincadeira.

Na velha infância, tinham muitas brincadeiras saudosas, hô e que saudades, não apenas de brincar, mas de ver essas brincadeiras com outras crianças. Bandeirinha; taco-bol, queimada, pula-corda, pipa e por aí vai. Engraçado, era quando passava um adulto na rua, e a molecada dizia "parou, parou, deixa o tio passar". Hoje em dia, quando é que alguém se depara frequentemente com crianças brincando na rua? Vale lembrar que até a classe baixa está aderindo à tecnologia.

A falta de recursos não era barreira para se divertir.   Não precisava de uma alta tecnologia para ser feliz, pois bastava à criatividade da meninada com um toque de simplicidade. O belo era a amizade recheada de diversão, não importando com o que, apenas se brincava e era feliz. Nada atrapalhava a criatividade da criançada.   Uma época de grandes ideias para se brincar e as amizades inseparáveis no "mundo real", eram as melhores, as inesquecíveis.

A cidade não era violenta e não havia muros nos quintais.  Os pais deixavam suas crianças brincarem sem medo da violência. A vida da criança era estudar e brincar, com toda inocência que antes existia. Não havia inveja entre si, e nem a ganância de comprar o brinquedo ou produto da ultima geração para ser melhor que o colega. A competitividade não existia e sim o companheirismo, pois a simplicidade é ser feliz com o que tem e saber que o mais valioso na vida não tem preço. Olhando as crianças atuais, não se vê a felicidade da naturalidade.

A liberdade e a simplicidade era o belo de uma época não muito distante.  Havia muitas brincadeiras de rodas, dentre outras brincadeiras que não precisava de produtos caros para se sentir realizado. Realmente, não é uma época distante que a explosão da televisão e outras tecnologias mudaram a concepção de belo nas crianças.   Uma época em que bastava ganhar uma boneca ou uma bola no dia das crianças que a molecada dava pulos de alegria. Uma época em que, apesar do capitalismo já existir não contaminava as crianças, pois as mesmas não possuíam a ideia do consumismo desequilibrado.

Antes bastava desenhar no chão e com algumas pedrinhas se brincava a tão famosa amarelinha.  A maioria dos produtos infantis era desse jeito, com a própria imaginação e com os simples recursos da época. O belo para as crianças era correr muito com as brincadeiras de rua.  Correr até cansar, brincar até anoitecer. Agora, os brinquedos já veem prontos das lojas.   As crianças não precisam mais forçar sua mente,  muito menos ter trabalho manual para isso, pois a fábrica infantil se encarrega de tudo.

O belo padronizado
O que vemos hoje? As bonecas são perfeitas, que idealizam um padrão de beleza que não existe na realidade. Consequentemente, tornam as meninas complexadas, buscando sempre ser igual à Barbie, Susi etc. As bonecas, sempre loirinhas de cabelos lisos, de olhos azuis. Aí se pergunta: Qual menina vai querer ter uma filha moreninha, se brincou a infância toda com bonecas branquinhas? Estão inserindo bonecas morenas, ruivas no mercado; entretanto ainda é algo muito primário, a estética já foi inserida nas meninas, que na adolescência alisam e pintam os cabelos, compram lentes azuis.

Os bonecos são aqueles dos desenhos animados violentos, o que por sinal incentivam brincadeiras violentas entre os meninos, o que futuramente gera a violência. Afinal, todos sabem que o momento principal da formação do indivíduo é a infância. Tudo que a criança ver, é absorvido por ela. Eis o perigo e a responsabilidades dos pais nesta formação. Por isso muitos não entendem o motivo de seus filhos serem tão rebeldes.

Chegou para as crianças o "belo mundo virtual", que tira a infância real . Elas passaram a se trancar em quatro paredes, para ter "amiguinhos virtuais", tornando-as precoces tirando sua inocência e essência infantil. As crianças não usam mais sua criatividade e energia para se divertirem.  As mudanças nesses produtos tornaram as crianças mais violentas e aéreas da realidade.  Crianças com depressão, obesas por comerem pouco.   As guloseimas que aparecem na televisão, também são atrativas para elas e ficar sentado na frente de um computador, não gasta energia e muito menos perde peso.

Triste consequência

Hoje as crianças estão cedo no mundo das drogas e da criminalidade, o que antigamente era difícil de existir.   Antes os pequenos infratores eram aqueles que moravam na rua, roubavam para comer, não tinha casa, família e a educação.    Um adolescente que tem tudo para ser de bem, tem casa família; se mete na criminalidade, apenas por influência, por desejar o "belo" da atualidade.  É a famosa ostentação. 

Toda aquela simplicidade, não faz mais sentido no mundo contemporâneo.   Infelizmente a beleza para crianças, é simplesmente o que se passa para elas.    Não que seja sua culpa, mas a sociedade mudou e junto com ela as tecnologias, e junto com ela a mentalidade das crianças. Antigamente não se importava com o que as crianças brincavam, eram invisíveis, eram apenas crianças sem poder de decisão.    Mas os capitalistas viram nelas uma fonte de lucros e realmente conseguiram o sucesso nas indústrias de produtos infantis.    Em que geram fortunas com os novos Playstation, tabletes, brinquedos e computadores.

As tecnologias passaram a interessar o meio infantil, entretanto as atitudes das crianças mudaram também.    Atualmente é mais difícil criar um filho com tantas inovações e com um consumismo descarado. O desejo dos pequeninos pelo aparelho da ultima geração; a necessidade de trocar o seu brinquedo antigo pelo mais atual e tecnológico saiu do controle e do orçamento.     Como se o antigo fosse careta e o simples fosse sinônimo de pobreza.

As desigualdades que esses produtos promovem no meio infantil são extremamente absurdas, pois nem todos podem comprar o que estar na moda. Com tantos produtos infantis, com preços exorbitantes os pais se desesperam nas despesas. Brincar agora se tornou bem caro. O belo nos produtos infantis mudou em pouco tempo. Com isso, a geração atual também mudou e a futura consequentemente mudará.     Isso ocorre, de acordo com a transformação que a sociedade sofre, é inevitável. Ao mudar os valores uma série de questões se alterarão.

É a lei da física, “toda ação há uma reação”, tudo que muda têm a sua consequência. Todos os valores morais; a inocência que era o mérito dos pequeninos; hoje não é mais.    Não adianta um pai criar de uma maneira e a televisão; o computador; o vídeo game criarem de outra. Crianças que brincam de violência como nos desenhos serão adultos violentos; crianças que pulam etapas se entretendo apenas no mundo virtual; serão adultos maliciosos.

As indústrias poderiam ter essa percepção e mudar o belo nos produtos infantis.  Fazer voltar os tempos da inocência e oferecer produtos de acordo com suas idades. O mundo agradeceria, pois ele precisa de gerações honestas, puras, sem ganância e violência. Todos esses aspectos começam na infância para perdurar na fase adulta. Mas é claro que hoje é algo impossível, pois o ter é mais importante que o ser. O que governa o mundo é o dinheiro, mesmo que  destrua com toda uma sociedade. O certo,  é que feliz foi aquele que quando criança conheceu outra visão de belo, nas suas brincadeiras simples e inesquecíveis.




quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O MAL DO SÉCULO

Egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos.(Oscar Wilde)


Em um mundo tão egocêntrico em que vivemos, ou seja, um mundo em que as pessoas estão voltadas apenas para o seu próprio universo, fica praticamente impossível pensar em conjunto. Nos meios sociais não há trabalho em equipe, pelo simples fato de um querer ser melhor que o outro, ou acreditar que o individualismo torna as pessoas mais importantes ou destacadas.

O egocentrismo é acreditar que o mundo gira ao seu redor, o ser humano em sua natureza já é assim, por exemplo, quando alguém quebra um copo, o julgamos dizendo que é desatento, atrapalhado ou que não prestou atenção, mas quando nós quebramos o copo, alegamos que foi um acidente. Acusamos o  erro dos outros  e justificamos os nossos, concentramos a “perfeição” em nós e em tudo queremos ser melhor do que os outros.

A situação muda completamente quando é com a gente, “eu não faria isso”, diz uma pessoa quando não está na situação, mas lá na frente faz algo pior e dar sua justificativa, mas o erro da outra pessoa nunca é justificável, nunca é aceitável. O “egocentrismo” é o egoísmo natural do ser humano, não é apenas a pessoa querer as coisas só para si, é a pessoa esquecer que vive em sociedade, esquecer que há seres humanos ao seu redor que vivem o mesmo problema ou algo pior.

Se o egocentrismo não existisse no mundo, a sociedade seria bem menos problemática, quanto mais uma pessoa pensa apenas em si, a sociedade regride um pouco. O problema é que egocentrismo está acelerando no mundo que a cada dia se torna mais capitalista  e consequentemente individualista.

Progredimos na ciência e nas tecnologias e ao mesmo tempo regredimos no nosso caráter e principalmente com o nosso convívio com as pessoas. Apesar do ser humano detestar a solidão ele mesmo se isola colocando o materialismo em primeiro lugar na sua vida.

As consequências dessas mudanças de comportamento da sociedade são trágicas e perigosas. A sociedade só vai bem quando está unidade e quando cada um faz a sua parte pensando em conjunto. Na verdade, desde quando o capitalismo iniciou com as grandes navegações visando o lucro com o sofrimento de povos que já habitavam naqueles lugares o ser humano estava iniciando o seu instinto obscuro do egoísmo, usando inocentes para conseguir sem nenhum esforço riquezas.

 Com o passar do tempo esse sistema foi se tornando cada vez mais insustentável, a vida social foi para o virtual com as tecnologias e haja isolamento e individualidade. Vale lembrar que o egocentrismo anda de ré, ele retrocede em tudo na sociedade, temos que socializar para acabar com o caos que se tornou a convivência.





terça-feira, 10 de outubro de 2017

MULHER



Confesso: quando eu era pequena queria ter nascido menino. Na verdade há pouco tempo ainda tinha esse pensamento.



Tinha vários motivos pra isso. Pela força física masculina; pelo fato do homem sempre ser o "cabeça da casa"; o chefe da empresa; pela diferenças de direitos, desde o horário de chegar em casa até a idade de namorar.



Gostava mais das brindeiras masculinas e a maneira "nem aí" deles serem. Boa parte das brincadeiras femininas estavam relacionadas às atividades domésticas ( fala sério).


Conhecendo a história das mulheres na construção da sociedade, minha revolta aumentou. Quantas injustiças. Quanta violência domésticas; abuso sexual e moral; quantas mães solteiras, largadas por seus companheiros!

Mesmo em pleno séc XXI os números são assustadores, mas muita coisa melhorou ( o nosso espaço está aumentando e não estou falando da cozinha) e sei que ainda vai melhorar.

Confesso que hoje tenho outro pensamento: orgulho do nosso gênero, que mesmo com tantas desvantagens e opressões somos sinônimos de garra; força; coragem, mesclado com amor, sensibilidade e motivação.





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A luta continua!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Brasil




Um dia nossos filhos e netos abrirão os livros de história e se chocarão com a política que vivemos atualmente.

Uma democracia falha. Um país corrupto que tem coragem de acusar apenas UM PARTIDO.

Não são apenas os partidos, PT, PMDB, PSDB & companhia. O PAÍS é corrupto.

O que falar das escolas que desviam verbas da merenda. Das empreiteiras que desviam verbas das construções públicas. Dos motoristas que pagam propina para não pegarem sua carteira ou veículo. Dos funcionários que recebem com dinheiro público, batem o ponto e não trabalham. Dos desvios de verbas de tantos órgãos, que nem fazemos ideia.

O país é corrupto e mal educado. Joga lixo na rua, o que gera gastos e prejuízos do nosso próprio dinheiro. Não respeita a legislação muito menos o próximo.

Reclama tanto dos seus direitos sem se preocupar com seus deveres. Sim. Temos deveres. A cada direito implica um dever.

O país é corrupto e mal educado. O que falar da educação politizada, de professores e diretores ligados a política e a seus próprios interesses. Dos pais que não querem "gastar seu tempo" educando seus filhos para que o futuro seja "menos pior".

O país é corrupto e mal educado. E isso é generalizado, apesar de odiar generalização. Mas parece que sim, a corrupção é generalizada. Vejo em todos os lugares. Do governo para às igrejas, ONGs, escolas, etc.

Como vamos mudar a política podre se a sociedade é mal educada? Faz coisas erradas e nem sente. Acha um celular e tira o chip. Acha carteira e não procura o dono.

É tudo questão de princípios. Falta princípios nessa sociedade doente.

Que quando quebra o copo foi um acidente. Mas quando o próximo quebra foi falta de atenção.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Conhecimento, aceitação, integração: são fundamentais para jovens que vivem com HIV/Aids


                              


Felipe Araujo, 22 anos, está de bem com a vida. Mas nem sempre foi assim. Há quatro anos, o jovem que mora em Redenção do Pará descobriu que havia contraído o vírus HIV e ficou com uma forte depressão. Felipe saiu do emprego, parou de estudar e só pensava quando iria morrer. "Eu estava ruim de saúde e procurei o hospital, fiz alguns exames, um desses exames foi o teste de HIV, a psicóloga estava com o resultado e me chamou na sala e sem querer eu vi o resultado na folha, naquele momento eu não ouvia nada, não enxergava nada, não sentia nem meu corpo", contou o jovem.

Após descobrir que estava com HIV Felipe foi imediatamente refazer o exame em uma clínica particular e confirmou resultado. “Eu pensava que poderia ter tido alguma falha, ainda estava com um pouco de esperança. Então, lembro que aquele momento foi muito ruim, jamais imaginaria que poderia acontecer comigo. Eu me isolei do mundo, não quis dividir isso com ninguém, apenas com o meu companheiro. O primeiro ano foi uma fase muito ruim, uma fase eu preferir ficar só”, explicou Felipe.

Após um tempo de isolamento Felipe resolveu buscar informações sobre a doença, foi tentar entender o que não entendia direito. Em seguida comunicou sua família, voltou a estudar e trabalhar e conheceu várias pessoas. “Eu achava que era um bicho de mil cabeças. Hoje eu vivo a vida muito feliz. Sou apaixonado por tudo e por todos. No inicio eu tinha preconceito comigo mesmo. Eu aprendi a me amar da forma que eu sou e também aprendi a dá valor à vida e as pessoas. Hoje eu me amo loucamente”, brincou o jovem.

“Cada dia que amanhece eu agradeço a Deus, cada segundo é importante e agradeço. Tudo isso serviu para eu valorizar cada segundo que eu tenho. Fico feliz de ter sido diagnosticado bem no início, sem precisar ter tomado nenhum soro. Graças a Deus muita coisa mudou, a medicina avançou. Antes eu tomava quatro comprimidos diferentes por dia, agora eles uniram em um só medicamento e hoje tomo apenas um comprimido. Sofria muito também com os efeitos colaterais. Hoje não sinto nada”, comemorou Felipe Mauro.

A psicóloga que acompanha Felipe ajudou a conhecer outras pessoas que passavam pela mesma situação que ele e deu o contato de um amigo que faz parte da Rede Jovens + Pará. “Esse amigo também era soro positivo, o que facilitou muito, pois ele entedia tudo que eu estava passando. Quando entrei em contato com ele na mesma hora, sem saber de onde eu vinha, ele me acolheu, contou sua experiência e tirou minhas dúvidas. Através dele eu fui melhorando e passei também a integrar o grupo. Aquele mundo escuro que eu vivia e imaginava era bobeira. Por causa dessa ajuda, hoje estou muito melhor”, relatou.

Atualmente o jovem faz o mesmo trabalho. Ajuda jovens que se encontram em sua mesma situação inicial. Felipe também realiza todo mês uma reunião de prevenção em seu município. “É uma turma pequena, mas fazemos o possível para mais pessoas participarem. O que eu posso fazer eu faço. Faço visita nos hospitais, já passei por momentos difíceis, já perdi amigos, mas também já vi amigos se recuperarem através de mim. Fico feliz quando meus amigos melhoram através de mim. Hoje eu também acompanho vários jovens e já faço parte da Rede Jovens + Pará quase três anos e aprendo todos os dias”, contou.

“Faço tratamento direitinho, minha saúde está ótima, eu não perdi peso e estou muito bem. A minha maior felicidade foi saber que eu tenho uma família maravilhosa, achava que poderiam me dar às costas. Minha mãe sempre me acompanha nas minhas consultas, tenho um irmão ainda adolescente que explico para ele a importância da proteção, do sexo seguro. Conheci pessoas maravilhosas, sou rodeado de pessoas”, Comemorou o jovem.

Para o Felipe, a informação é à base de tudo. A pessoa que é informada dificilmente terá preconceito. “Tinha pessoas que me perguntava se podia bater as minhas roupas juntas com as de outras. Tem gente que não quer pegar na mão, não quer abraçar. Tem esses mitos bobos, que não tem na a ver. E vejo que isso está mudando, pois a informação é tudo. No meu caso aonde chego às pessoas me cumprimentam e me abraçam mesmo sabendo que sou soro positivo, nunca me senti rejeitado em nenhum lugar. Então, no meu ponto de vista esses mitos e preconceitos estão sumindo, comemorou.

“Antes eu tinha preconceito comigo mesmo. Hoje não. Falo naturalmente sem nenhum problema. Eu amadureci muito com esse desafio que apareceu na minha vida. Eu tive que aceitar. Eu tinha que encarar. A única alternativa que eu tinha era encarar. Eu tinha que enfrentar era eu ou eu. Eu superei e fui meu próprio professor. Hoje me sinto muito mais forte, não é qualquer chuva, tempestade pequena que vai me derrubar”, afirmou Felipe.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Joias paraense, economia criativa que reluz

Por: Michele Lobo e Tábita Oliveira
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A produção de joias paraenses está conquistando outras fronteiras, fortalecendo a mineração do estado do Pará, que é a segunda maior do Brasil. Em reportagem especial, as fases da cadeia produtiva ficaram evidentes. O talento e conhecimento indispensáveis  de artesãos, lapidários, ourives e designers puderam ser descobertos,sem eles, a joias paraenses não seriam um diferencial, nem de beleza e nem de qualidade, para o mercado de luxo.

Joias paraenses revelam ao mundo s cultura amazônica. Foto: Site do Espaço São José Liberto

A Amazônia fascina o mundo. Seus encantos, cores, formas, comida, música, arte ainda é um diferencial aos estrangeiros. Entre todos esses fascínios, as joias paraenses vêm tomando um espaço significativo no mercado de luxo. Mais do que metais nobres, as joias carregam consigo a cultura da Amazônia. São peças produzidas com a combinação de elementos naturais, agregando-se, em diferentes proporções, metais nobres, pedras preciosas e semipreciosas.

O cuidado de cada um que faz parte da cadeia produtiva é de valorizar a cultura da região, reaproveitando da natureza o que seria descartado. A joia paraense, que fortalece a mineração do estado, que é segunda maior do Brasil. Fortalecimento mineral, criatividade e toque especial da cultura da região norte vem destacando o Pará mundo a fora. Nos últimos anos empresários paraenses participam de exposições em vários países.

Essas conquistas surgiram com o programa Polo Joalheiro, criado desde 1998, que trouxe novas expectativas no setor joalheiro do Pará, a partir das políticas públicas estaduais que injeta por ano mais de 3 milhões de reais, para fomentar o mercado. O setor é concentrado desde 2002, no espaço São José Liberto, antigo presídio, nele há a loja Universal que oferece um espaço tanto para trabalhar em projetos individuais, quanto para prestação de serviços de ourives, lapidários e outros.
Rosa Neves, diretora do Polo Joalheiro revela o diferencial das joias paraenses
Foto: Daniele Maciel

A diretora executiva do Espaço São José Liberto e do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), Rosa Helena Neves, destaca o compromisso que os profissionais que integram o programa Polo Joalheiro possuem pela a preservação da cultura amazônica paraense e da preservação da biodiversidade. “Antes deles pensarem no consumo, ele divulgam a nossa cultura do nosso estado, eles são elementos que fazem essa difusão, outra ponto que destaco é a qualidade e dedicação de cada profissional, são talentosos, estão sempre se capacitando. Isso faz com que o produto que eles elaboram seja de qualidade”, orgulhou-se.

Para José Fernando Gomes Júnior, presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), a arte das joias do Pará e suas características da Amazônia é um motivo de orgulho. "Como paraense que sou o destaque das joias me enche de orgulho e aumenta a nossa obrigação com estado e com a população, para que cada vez mais a gente mostre essa arte da Amazônia. Lá em Tucumã se faz joias paraenses e a Jequiti do Silvio Santos compra para vender para todo o Brasil. Para mim é um motivo de muito orgulho, por compreender o setor, mas também como paraense que sou", reforçou.

José Fernando Júnior, mostra os prêmios conquistados com o desempenho da
mineração do Pará. Foto: Michele Lobo
Segundo José Junior, a mineração, é o segundo elo da cadeia produtiva das joias. O primeiro elo é o da pesquisa, em que geólogos pesquisam e fazem descobertas minerais. A cada mil pesquisas uma pode se tornar uma mina, para que se possa tirar produto, ouro, níquel, ouro e ferro.

“Hoje, o Pará tem um planejamento estratégico até 2030 e as empresas devem cumprir um protocolo intenso do Estado do Pará, que devem disponibilizar um porcentual da sua produção para os artesãos para incentivar cada vez mais produzir as joias e biojoias do Polo Joalheiro e outros empreendimentos do estado”, comemorou o presidente da Simineral.

As joias paraenses também contam com apoio de programa de Internacionalização de Pequenas e Microempresas do Sebrae, em parceria com o Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiepa, a unidade de atendimento no Pará da Apex-Brasil e o Instituto Brasileiro de Gemas & Metais Preciosos (IBGM).



Para participar do Programa, qualquer profissional deve fazer um cadastro junto ao Polo Joalheiro. E partir daí profissionais do setor começam a ter acesso a todos os benefícios do programa, entre cursos, espaço, exposições, feiras. Porém o programa exige desses profissionais que a produção seja local, agregando o artesanal-industrial e que usem um design inspirado na cultura da Amazônia.

O espaço oferece oportunidades tanto para trabalhar em projetos individuais quanto para prestação de serviços de ourives, lapidários e outros, e por fim para a comercialização. São 44 profissionais que usam o espaço.


Cada profissional tem um contrato de consignação com o Igama. No caso das joias vendidas, 25% ficam com o Igama e do artesanato, 30%. O dinheiro que fica com o Igama acaba voltando pra os profissionais, na forma de manutenção do espaço e para trazer novos cursos. Anualmente o programa atende em média 1200 pessoas com o objetivo de que esses novos empreendedores se tornem empresários do setor.

Mineração paraense: referência para o Brasil e para o mundo

"O Pará é uma grande província mineral. Ele não é um estado é um continente. Se você pegar todos os tipos de municípios do estado. A mineração do Pará é uma referência para o Brasil e para o mundo. Só aqui é a Amazônia e as empresas filiadas fazem mineração com responsabilidade social, respeito ao meio ambiente, sustentabilidade e respeito as comunidades locais”, a satisfação é de José Fernando Gomes Júnior, presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral).

José Fernando Júnior está à frente do Sindicato há cinco anos, para o presidente, o respeito ao meio ambiente é um avanço natural do ser humano. Há alguns tempos atrás não havia audiências públicas para instalar os projetos de mineração.



O presidente explica que hoje, para fazer o licenciamento ambiental de qualquer projeto, a Secretaria de Meio Ambiente vai ao município onde vai ser instalada a mina, ouve a sociedade, recolhe aquelas demandas, leva para a gama técnica da Semas, em seguida é feita uma discussão da área técnica. 

Depois o conselho do meio ambiente, que é um conselho heterogêneo, com a participação dos trabalhadores, Ministério Público, Ordem dos Advogados, Ong's, ente outros, que vão aprovar a licença e isso é um grande avanço na sustentabilidade”, relatou José Junior.

A mineração sempre foi uma atividade fundamental na história da humanidade. Ela é responsável pelos grandes saltos de evolução dados pelo homem, porém é comum. Além de joias, a mineração fornece vários equipamentos essenciais para a o dia a dia da população, a maioria dos aparelhos provém da mineração. Além dessas necessidades básicas, a mineração movimenta a economia, gerando emprego e renda.

No Pará, a mineração vem evoluindo e se aproximando cada vez mais da sociedade. As instalações de empresas ganham centenas de postos diretos e indiretos, além de investimento em programas sociais. O investimento e aproveitamento das mãos de obras locais são uns dos muitos compromissos que a Simineral possui com a sociedade paraense.


José Fernando ressalta que só ano passado uma empresa chinesa de mineração comprou no Pará 6 milhões de reais, o que movimenta toda a cadeia produtiva da economia local.Uma outra empresa de mineração nos últimos 3 anos só no município de Parauapebas, só de produtos pagos foi mais de 2 bilhões e cem.

“Tudo isso movimenta a economia, não só com pagamento de impostos, com compras locais, mas também com a base salarial. A remuneração dos trabalhadores da mineração é a cima da média do mercado, o que movimentai ainda mais a economia. É toda uma cadeia envolvida, que a cada 1 emprego gerado na mineração gera mais 13”, comemorou José Junior.



Veja histórias de alguns profissionais da cadeia produtiva



A paixão pela Amazônia de Marcilene Rodrigues
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Textos: Michele Lobo, Daniele Maciel, Tábita Oliveira e Soniely Farias
Produção: Daniele Maciel e Michele Lobo
Edição de vídeos: Michele Lobo e Soniely Farias
Imagens: Daniele Maciel e Michele Lobo
Infográficos: Tábita Oliveira