segunda-feira, 18 de março de 2019

Ensaio fotográfico- Pré-casamento

PAULO E MELLINY

















Ensaio Fotográfico-Formatura

PEDAGOGIA

























Ensaio fotográfico-Batizado

MARIA JÚLIA















Pequenos recortes


"Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar, me dizendo que eu sou causador da tua insônia, que eu faço tudo errado sempre, sempre. Hoje preciso de você com qualquer humor, com qualquer sorriso." 🎶🎵🎼

Acho essa música bem realista. Combina com a gente. Sei que existem vários relacionamentos românticos e melosos, como de filmes.

Mas na verdade, relacionamentos nem sempre são fáceis. O meu com o Saulo já passa de 14 anos. É um relacionamento da adolescência que passou por muitas fases. E as fases que nos separamos (muitas) foram as mais difíceis.

No nosso caso, não tivemos outros relacionamos para amadurecer. Apanhamos muito para lidar um com o outro e na verdade, ainda temos muito para aprender.

Mas percebo que às vezes, mesmo um se chateando com o outro, ter ele por perto é formidável. E sei que é recíproco.

Mesmo que às vezes parecendo um velhinho ranzinza de 80 anos😂❤, a presença de bicho me deixa cheia de gratidão. Não foi fácil manter nosso amor, e todos os dias lidamos com esforço um do outro.

Esse texto é só pra fazer uma reflexão:



Essa foto ao lado ficou fofa; joguei um filtro para melhorar, o lugar que estávamos é muito bom, mas essa foto é apenas um recorte do nosso dia e desse momento, e um pequeníssimo recorte da nossa vida...

Na verdade, tudo aqui, nessas plataformas das redes sociais são recortes, nossos melhores recortes. Filtramos a melhor parte da nossa realidade e compartilhamos com as pessoas.

Só que vida é muito mais que pequenos recortes do Instagram e do Facebook.

A vida é por vezes maravilhosa; por vezes assustadora. Nós erramos e acertamos constantemente. Nós temos que tomar decisões o tempo todo, no que falar, no que fazer...E nem sempre tomamos a melhor decisão. Fracassamos e como fracassamos. Nos frustramos. E como dói as frustrações do dia a dia.

Eu tão pouco sei viver, não sabemos. Não saber viver é apenas um, de muitos sintomas de estar vivo. E que bom que vivemos, não é?

A vida é uma dádiva que jamais vamos compreender ou lembrar de agradecer. Hoje eu agradeço até por certas agonias que a vida proporciona. Hoje eu agradeço pela vida e pelo que ela meu trouxe.

 🍀🍀🍀

Pai





Dia 12 de julho, o homem de toda minha vida completa mais um ano de vida. Desde o dia que nasci ele já estava ali. E lá se vai uma vida de dedicação e sacrifícios. E quantos sacrifícios!

Julho de 2018 foi seu primeiro aniversário longe de casa. Quando falei com ele pelo telefone, ele disse o quanto eu o amava, que ele é o melhor pai do mundo, agradeci por tudo que fez e faz, e desejei muitos e muiiiitos anos de vida, ele disse "quero viver muito por vocês". Pause pra chorar.

Ele é um orgulho. Não tem como não ser. É um cavalheiro. Um pai amoroso que abre mão de tudo por nós. E olha, gente, não deve ser fácil, pois somos 9 filhos do mesmo pai e mesma mãe.

Ele adora quando sentimos ciúmes um do outro por causa dele. Acha engraçado. Fica todo, todo. Quando não pedimos sua bênção, ele lembra. Pensa no pai que adora abençoar seus filhos e netos.

São coisas mínimas do dia a dia que me faz perceber o quanto meu pai é especial e querido.

Ele é marrento e teimoso. Muitos pensam que é brabo. Mas só nós sabemos o quanto é amoroso e emotivo, bota emotivo nisso. O quanto ajuda as pessoas. O quanto se doa. Ele e a mamãe formam uma dupla de bons samaritanos..hahah (Como quero ser igual).

Eu tenho tanto orgulho e admiração por ele, que nem sei expressar com palavras. São anos de bom exemplo é boas histórias.

Adoro quando ele frequentemente rir com os olhos brilhando (juro que os olhos dele brilham) "minha jornalista" e depois completa com uma brincadeira "pena que é esquerda". Hahahah

Mesmo ele não gostando do meu posicionamento político, ele diz que sou que nem ele, com pensamento forte, que debate e se impõe.

Lembro quando eu comuniquei que iria fazer Jornalismo: ele se emocionou e disse que era o sonho dele, mas que estava feliz que eu teria a profissão que ele queria.

Ahhh...Como meu pai é guerreiro. Trabalhador. Não tinha tempo de estudar. Militar, ainda fazia vários bicos, como de corretor de imóveis e até vender chopp na praia vendeu. Tudo por nós.

Que história meu pai tem. É um ser brilhante. Inteligente, guerreiro, honesto, brincalhão. São anos de dedicação à família e à sua fé.

Nunca ouvir ele dizendo um palavrão. Ou dizendo "não" para um favor que pedimos. Está sempre pra lá e pra cá por nós.

Nós (filhos e netos) erramos tanto, e ele sempre lá, dando força pra gente se levantar. Nos piores momentos são eles(papai e mamãe)que estão perto. Os melhores amigos. Pra sempre.

Como torço pela sua Felicidade, meu pai. Sei o quanto merece. Por toda sua história de dificuldades e persistência.

E os netos, gente? Dizem por aí que os avós são país duas vezes. Eu concordo, pensa no avô!

E o bisneto? Seriam os bisavós pais três vezes? Eu acredito que sim. Pense em um bisavô! O bisneto tem o nome dele, do nosso Paulo Lobo.

 Como agradeço pelo senhor está aqui nesta terra, me vendo formar, casar. E claro que verá seus netos e outras conquistas que preciso que o senhor veja, pois só será completa com todos nós juntos(família).

É meu pai, que o senhor tenha muitos e muitos anos de vida, por nós. Pq sabe.... Não seríamos nada sem você.

Te amo. Paulo De Souza Lobo



🎶🎶Amigos para sempre é que nos iremos ser. Na primavera ou em qualquer das estações. Nas horas tristes, nos momentos de prazer. Amigos para sempre. 🎶🎶🎶

sexta-feira, 8 de março de 2019

Meu relacionamento abusivo


Vivi anos em um relacionamento abusivo comigo. Para ser precisa, toda minha infância e adolescência. Era cruel. Não me amava. E as consequências eram catastróficas: não me sentia amada pelos outros. Eu era quem mais me maltratava.

Cresci no cristianismo, e uma das coisa que vivi ouvindo: era que devíamos amar o próximo como a nós mesmos. Passei a vida toda tentado agradar os outros. Não me defendia dos desaforos. Ouvia tudo calada e depois chorava. Não me atentava na parte do "nós mesmos". Só ecoava "amar ao próximo".

Me conformava em viver em um sistema cristão falido, sem me opor. Pois quem era eu para fazer isso? Aprendemos a ser intolerantes e egoístas, em um ambiente que deveria ensinar amor e empatia. Eu aprendi na prática, o contrário do verdadeiro ensinamento de Cristo.

Depois de muita pancada: me amar foi interessante. Digo que foi renovador. Claro, que esse processo é lento demais e garanto e ainda não acabou. Mas ter essa consciência é muito importante. Sempre vamos nos deparar com situações que fará a gente pensar em recuar, mas refletir do quanto é importante se amar deve ser uma regra nas nossas vidas.

Vai ter dias que estaremos um caos, pois a vida para nós mulheres está longe de ser fácil. Nós nos deparamos com a cobrança de beleza, com a cobrança de sermos perfeitas, de agradar sempre o outro e não a nós mesmas. 

Se amar primeiro é lindo, e não é questão de egoísmo e sim fortalecimento. O amor ao próximo é consequência, digo que uma linda e importante consequência. Mas precisamos estar bem para amar/cuidar desse próximo.


 Se cuidem, meninas. Se amem. ❤

Mulheres, sofrimentos e mudanças



Se formos reler um livro que lemos há uns cinco ou dez anos atrás, sem dúvida vamos ler com outras perspectivas. Isso serve para um filme ou qualquer outra atividade que repetimos depois de um tempo.


As frases sublinhadas, talvez não façam mais sentido, outras passam a fazer. As ideias do autor são passadas para gente de maneira completamente diferente. O livro não mudou. O livro continua intacto, quem mudou, sem dúvida foi a leitora (o). 


Assim que percebo a sociedade que vivemos. Ela continua igual: na sua desigualdade, no sofrimento, no preconceito, no racismo, nas injustiças, nas diferenças de classes, no machismo. Se a gente for para e analisar, nada mudou, tudo continua do mesmo jeito, a sociedade continua intacta.


Hoje, no dia da mulher, eu posso afirmar, por minhas experiências: que eu, a leitora do mundo, da sociedade, mudei. E como mudei. Muitas de nós (mulheres) mudamos. E isso é lindo. 


Hoje estamos nos desfazendo de muitas coisas que por muito tempo foram impostas a nós. Aquela mania de achar que a mulher é a culpada por tudo, que é louca, que é menos inteligente, que não pode exercer determinada função, nem frequentar determinados ambientes. 


Por muito tempo nos ensinaram a odiar nosso corpo; a padronizar a beleza; a competir uma com a outra; a ser bela, recatada e do lar. De ser a que 'não tem propriedade para falar de futebol, de política'. Por muito tempo sofremos caladas.

Eu, a leitora, sublinhava no meu livro o que mais me feria, o que mais me levava ao fracasso. Por mais que o livro seja de um drama bem pesado, o leitor tem a capacidade de transformar em um lindo aprendizado. 


Por quantas vezes o meu livro ficou com a mesma perspectiva. Por quanto tempo me mantive escrava da religião, e não do que Cristo realmente ensinou. De que devíamos amar o próximo como a nós mesmos e não apenas o próximo, e nunca mais do que nós.


Me amar mais, talvez seja, uma das mudanças mais significativas que tive; e entendi que não é questão de egoísmo, mas fortalecimento, pois como poderemos amar o próximo, ajudar quem precisa se estivermos destruídas? 


Eu percebo que as leitoras mudaram suas perspectivas sobre seu livro e consequentemente fizeram dessa leitura um baita aprendizado, mais do que isso: se fortaleceram; passaram a questionar esse livro; passaram a mudar com a história; passaram a escrever as suas próprias histórias, com suas próprias perspectivas. 


Hoje, mais do que leitoras de um mundo injusto, principalmente para o nosso gênero, nós estamos escrevendo nossos gritos, nossos dilemas, nossas revoltas. Estamos escrevendo a nossa história de recomeço. Não somos mais apenas leitoras, somo escritoras de uma nova história para o gênero.


Sim, sem dúvida é recomeço para muitas que achavam que mulher não pode falar; que deve se vestir de determinada maneira; que é culpada, até quando é a vítima; que é culpada, até quando morre. 


Não estou, em hipótese alguma me desfazendo de muitas mulheres que foram além do tempo. Em muitos períodos existiram mulheres que quebraram o protocolo, que ultrapassaram barreiras para que hoje, a gente fizesse parte de muitas conquistas que não lutamos, elas lutaram. Só que hoje a luta está crescendo e abrangendo lugares inimagináveis.


Como disse, eu não acredito que o mundo mudou, mas acredito que muitos estão em um momento de releitura. Vejo o movimento feminista, negro, entre outros, cada vez mais corajosos. 

Hoje vejo o movimento aumentando e me vi nesse movimento sem perceber. Me vejo a cada dia mais engajada nas nossas causas, me vejo mais empática com meu gênero. Me vejo me desfazendo de coisas tão comuns que hoje percebo que eram ridículas. 

Não me envergonho de falar que eu era uma cristão protestante com fundamentos machistas e sem noção. Hoje tenho propriedade para falar do quanto o machismo é corrosivo para nós mesmas.

Como vejo isso em mulheres que conheço e que fazia parte do meu convívio. Penso que se não fosse minhas vivências no Jornalismo eu seria, em determinados assuntos exatamente como elas. 

O mundo não mudou, ele continua muito cruel. Se a gente for perceber, essas mudanças, nas leitoras são maravilhosas, mas também assustadoras para quem não aceita mudanças. Para quem não aceita a liberdade das mulheres.


O filósofo Jean-Paul Sartre disse que a liberdade vem acompanhada das angustias das escolhas e consequentemente, com o peso da responsabilidade dessas escolhas; que ser livre é engajar-se, comprometer-se e, enfim, responsabilizar-se.


Falo nisso, dessa dor da liberdade quando vejo um caso de feminicídio, de violência contra mulher, das humilhações e falta de respeito com o movimento feminista. Não é fácil ser livre. O preço da liberdade é alto demais. Dói. Machuca ser livre e lutar por liberdade. 


Ouço muito, que os números de violência e morte de mulheres aumentaram porque o movimento luta errado; ou porque as mulheres estão ficando abusadas, atrevidas demais...


Eu penso que é um peso dessa liberdade. E não se trata só do machismo, mas do racismo, homofobia, e tantos outros males. Estamos vendo o peso da luta; estamos vendo a revelação do fascismo. 


Sabíamos que não seria fácil acabar com o machismo, ou ao menos, ameniza-lo. Homens machistas sempre consideram mulheres como suas propriedades, com sentimento de posse. Mulheres por séculos morriam naquele único relacionamento. 

Hoje, com muita conversa de conscientização, mulheres não aceitam relacionamentos abusivos e infelizmente homens não aceitam sua escolha, acabam agredindo e tirando a vida suas vidas. 


Não sei se será essa geração de homens que mudará; não sei se com as campanhas, mais severidade na lei, e tantas medidas aumentará esses números assustadores aumentará. O que eu tenho certeza é que calar é bem pior do esbravejar nossos problemas por anos camuflados. 


Mulheres ressurgem, revivem, como Fênix, em cada fase da vida. Somos mudança; somos constantes recomeços. E hoje, em pleno século XXI, estamos nessa releitura, mais do que isso estamos no processo de mudanças. 


Não. Não acredito que o mundo mudou, parece não sai dos intermináveis ciclos de sofrimentos e injustiças. Mas quem sabe, que com novas releituras; com novas perspectivas; e por fim, com fortalecimento, sabendo lidar com as tristes consequências da liberdade, se refazendo dessas consequências, o mundo finalmente mude.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Minha linda Sônia, minha linda mãe


Certa vez eu li, que nós somos como livros: prontos para serem abertos, lidos, descobertos. Muitas vezes gostaríamos que soubessem de como nos sentimos sem precisar falar.

Esperamos sermos compreendidos, desvendados, e por fim, de alguma forma, que nós, ou nossa história faça sentido para alguém, que seja importante.

Quem dera não precisar falar de como nos sentimos com alguma piada, olhares ou comentários. Quem dera não precisar falar do racismo, machismo, homofobia, ou te tantos outros assuntos, que só são falados, pelo fato de que o ser humano, no geral, precisa falar como se sente.

Eu tenho uma pessoa que sempre sabe como me sinto, mesmo que muitas vezes eu tente esconder. Hoje comemoro sua existem, como em todos os dias. No dia 22 de fevereiro ela completou 64 anos.

Minha Sônia me conhece como ninguém. Eu não preciso falar uma palavra. As vezes penso até que ela tem o dom de ler pensamentos. Ela percebe coisas em mim, que nem eu percebo. Percebe quando aparece alguma mancha no corpo, quando tô irritada, triste, feliz.

Eu sou esse livro, que minha mãe leu, releu e não para de ler❤...Ela sabe mais do que ninguém minha história; minhas vitórias, meus fracassos; minhas manias e meu jeito. Espero ser uma boa personagem (hahaha)

Percebo que ela é uma boa leitora de pessoas. Ela adora observar pessoas, as vezes ficar dispersa olhando o movimento. Quando vai para rua, conhece histórias, conversa, se diverte e compartilha sentimentos. Chega em casa falando histórias de vida: sempre foi assim. ❤

Compartilho mais uma vez com vocês minha grande admiração pela Sônia Maria. Compartilho o quanto ela me ensinou empatia, compaixão, amor.

Hoje eu só desejo que a vida seja generosa, que ela conquiste tudo que não conseguiu conquistar. Desejo que seus dias nesse mundo possam ser os melhores. Que sempre "o hoje" para ela seja melhor que o ontem.

E desejo que ela dure muitos anos de vida. Esse desejo é mais por mim do que por ela, pois quero que ela continue lendo minha história. Quero que ela continue me conhecendo, me desvendando. Quero que ela continue sendo essa leitora linda e fiel.