quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Ministério Público fala sobre os 10 anos da lei "Maria da Penha"

Todos os dias várias mulheres são ameaçadas, espancadas, xingadas, queimadas e muitas vezes até mortas por seus maridos, namorados, pais e irmãos. Há dez anos a lei Maria da Penha foi criada para punir autores de violência doméstica. No Pará, o Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, do Ministério Público do Pará é referência nacional no combate à violência doméstica e cumprimento da lei, que também possui uma boa interação com os demais órgãos que lutam contra esses tipos de violência.

Criada no dia 7 de agosto de 2006, a lei é considerada uma referência internacional no combate à violência contra a mulher. A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Lucinery Resende, explica que desde de sua criação, a lei não sofreu mudanças, embora houvesse uma resistência de alguns, por considerarem uma lei inconstitucional, por ser exclusiva para mulheres “o STF já bateu o martelo e disse que era sim constitucional, então não existe mais esta discussão”, explicou a promotora.

Segundo Lucinery Resende, antes da lei Maria da Penha ser sancionada, era aplicada a lei conhecida como “Cesta Básica”. Quando uma mulher sofria violência ia para uma sala de audiência, onde era feito um acordo com o cidadão agressor, para que ele desse uma cesta básica para uma instituição, era dessa forma que se resolviam os problemas.

“Quando a lei Maria da Penha chegou veio bem claramente dizendo que não se aplica essa lei, que a punição deveria ser mais severa, infelizmente alguns juízes e promotores ainda aplicam, mas somos contra, pois o avanço é justamente esse, nada de acordos, se agrediu é crime e tem que ser punido, depois se trabalha para ele não voltar a delinquir”, realçou a promotora.

Após 10 anos de sua aprovação, a lei vem se consolidando uma vez que ela já foi amplamente divulgada. “Hoje uma certeza nós temos: todo mundo sabe o que é a Lei Maria da Penha, todo mundo já ouviu falar, dessa fase já passamos”, comentou a promotora Lucinery Resende. Para ela um dos fortes da Lei é a medida protetiva, que consiste em uma série de medidas para proteger as mulheres, como o afastamento do agressor do lar, exigência de pensão, suspensão do trabalho. “Mesmo que o agressor seja absolvido, pois em muitos casos a mulher perdoa e retira a denúncia, ela mesmo assim pode continuar com a medida protetiva. Essa medida veio com um papel muito importante”, ressaltou a promotora.
Além da agressão física 
A lei Maria da Penha abrange vários aspectos da violência contra às mulheres. Geralmente as pessoas tendem a associar a lei apenas à agressão física, porém existem outros tipos de crimes com suas respectivas punições.


Cada forma de violência recai em algum artigo da lei. A Maria da Penha trabalha punindo de forma mais severa os crimes que já existem no código penal de 1940. Em concordância com o que está no código, o juiz irá calcular a punição que será aplicada para cada caso, de acordo com o perfil do agressor e todos os elementos da causa.
“Nosso papel, como promotoria é convencer o juiz, pois o promotor não aplica pena, ele pede e convence o juiz a aplicar essas punições aos agressores. A cadeia, por exemplo, é uma punição que amedronta os agressores, mesmo quando são feitas apenas ameaças, acaba inibindo. Eu digo que o crime da violência contra a mulher é o crime dos covardes. São aqueles que batem nas mulheres enquanto elas estão desprotegidas. No geral eles se acovardam quando chega alguém mais forte que ele, ou quando pensa que pode ser preso”, lamentou Lucinery Resende.

Rede de Proteção: Integração é fundamental para o combate à violência

O Pará é modelo de integração entre os poderes, na luta contra a violência doméstica, que abriga em um único espaço todos os órgãos envolvidos na causa, antes de ser criada a Casa da Mulher Brasileira já existia o espaço Pro Paz-DEAM (Divisão Especializada no Atendimento à Mulher) que é uma casa onde a vítima chega e encontra tudo o que necessita.
Para garantir pronto atendimento, o espaço conta com agentes da Polícia Civil, para registrar boletins de ocorrência e instaurar inquéritos em 24 horas. O local também tem serviço pericial, com a realização de exames especializados e emissão de laudos para constatação de abuso sexual ou agressão física, além de serviços médicos e jurídicos, com a presença juízes, promotores e defensores.


De acordo com a promotora, o Pará é modelo neste sentido. “ O Pará é pioneiro em muitas medidas, principalmente na questão de integração e comprometimento dos órgãos. A nossa promotoria foi criada em 2007, meses depois do advento da lei. Então nós somos modelo, temos um trabalho muito bonito. E o principal disso tudo, nós temos pessoas comprometidas nos cargos”, comemorou a promotora.
“Nós temos essa rede de atendimentos. Rede onde tem todos os atores que precisamos no dia-a-dia. Uma rede de atendimento tem estar conversando, saber exatamente o que cada um está fazendo. Assim cada um faz um trabalho. Então hoje, aqui no Pará nós temos um poder judiciário, uma Defensoria Pública, um Ministério Público, um executivo que tem uma coordenadoria da mulher maravilhosa e tem o Propaz que agrega todos. Tudo isso chamamos de rede de atendimento. Todos têm que conversar ao mesmo tempo. Isto nós temos forte no nosso estado”, completou a promotora.

Dados ainda assustam

“A Lei Maria da Penha ainda é uma ‘menina’, essas conquistas de hoje estão suficientes pelo tempo em que existe a Lei, mas nós queremos mais, precisamos oferecer um trabalho mais integrado e eficiente para atender essas vítimas, pois dos 100% dos processos criminais da Capital, 30% se referem a caos de violência doméstica”, com esta frase a promotora Lucinery Resende reflete sobre os índices ainda bem altos de violência contra as mulheres.

Todos os Ministérios Públicos possuem um cadastro de casos que chegam nas promotorias. O cadastro é uma exigência da lei Maria da Penha, no artigo 26 consta a quantidade dos casos, além do perfil da vítima e do agressor (renda, escolaridade, raça, classe social, faixa etária etc.). O Pará se destaca, por ser pioneiro neste cadastro. “O Pará foi inclusive convidado, recentemente, a participar das discussões do Conselho Nacional do Ministério Público, que pretende ter um cadastro uniformizado, estamos contribuindo com este projeto piloto, em que foram escolhidos cinco estados, mais o Pará, todos referência na implementação do cadastro Nacional”, comemora a promotora.


Dados do Núcleo de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher no MPPA, apontam um aumento no número de registros de violência este ano na capital em comparação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2015 foram registrados 1.697 casos de violência doméstica. Já este ano esse número saltou para 2.070 casos, ou seja, uma diferença de 373 casos. Para a promotora os índices estão altos por dois motivos: o primeiro é o fato das mulheres procurarem mais a polícia, o que acaba irritando ainda mais o agressor; e o segundo é o fato da lei ainda não inibir o homem violento. “Quando o homem tem a cultura machista arraigada nele, em sua criação, ele mata a mulher, até na frente das autoridades. Hoje existe o esclarecimento da mulher, o que é significativo, mas teremos anos de luta para mudar essa cultura”, explicou a promotora.

Afim de amenizar esses dados o Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher vem criando projetos para fortalecer a luta e também vem se integrando com os demais órgãos. Para a promotora a palavra de ordem é a luta para conscientizar a sociedade sobre a cultura machista. “Hoje, fazemos palestras nas escolas públicas mas também precisamos chegar nas escolas privadas. E o que falta é muita educação para que os adolescentes não virem um agressor. A Lei Maria da Penha não tem que ter a leitura de que é uma lei apenas de proteção das mulheres. Não! É para proteger, equilibrar e construir uma família saudável”, conclui Lucinery Resende.

Texto: Michele Lobo
Fotos: Edyr Falcão

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Trânsito Caótico em Belém : procura-se o culpado

"A única situação que você deve cuidar da vida dos outros, é no trânsito."(Cassal Brum)







Tempo perdido, estresse, cansaço, dor de cabeça, ansiedade e entre outros sintomas são comuns para a população que utiliza transporte público ou particular na metrópole paraense, atualmente. Todos os dias trabalhadores, estudantes enfrentam a mesma rotina. As horas que deveriam ser usadas para o descanso são usadas em um trânsito parado do dia a dia. Em uma época onde o tempo é muito precioso e contado, perder mais de uma hora parado não dar.

Segundo a psicóloga, Aline Menezes, a relação do trânsito com a saúde mental é muito forte. "Uma pessoa quando está dirigindo, já tende a ficar em um nível de alerta. O carro é visto como uma arma, então já é algo que gera uma elevação do nível de estresse, pelo fato das pessoas terem a possibilidade de atropelar alguém, ou cometer alguma infração. A pessoa já fica com um grau de alerta, seja pela autoproteção física, a proteção do seu veículo e pela proteção de terceiros. Quando o trânsito flui bem, esse estresse consegue ser bem controlado e ao sair do veículo volta ao estado basilar".  Quando há uma situação de um trânsito caótico e as pessoas atrasam seus compromissos, em que há um risco maior de bater o carro, e assim por diante aumenta a pressão arterial. Gera um nível de estresse que inclusive pode permanecer após a saída do veículo.


"A gente percebe uma condição patológica, então se uma pessoa que fica o tempo todo lidando com um trânsito caótico, pode gerar dano para o ambiente de trabalho, ambiente família, etc. O estresse fica por mais tempo, estão o cidadão vai ficar mais propício à agressividade, com atitudes mais impulsivas, entres outras atitudes que prejudiquem a si mesmo e aos que estão ao seu redor. Aos que já possuem uma doença como pressão alta ou baixa ou outras doenças o nível torna-se mais agravante, mas a pessoa que não possui alguma doença pode adquirir, pelo fato de ficarem várias horas em apenas uma posição que não é aconselhada, acaba possuindo problemas na coluna, dores musculares, má circulação do sangue. Então o trânsito caótico é prejudicial para saúde física e psicológica", afirma Aline Meneses.



De acordo com Stefani Freitas guarda municipal e administradora da HONDAC, que dar apoio aos órgãos de trânsito com AMUB e DETRAN, os principais culpados para o caos do trânsito foi a falta de visibilidade para o grande crescimento que Belém sofreu nos últimos anos. A frota de veículos aumentou absurdamente e Belém não estava preparada para este grande inchaço.   O governo ajudou bastante para o financiamento de carros e hoje qualquer trabalhador pode adquirir um veículo particular, porém o que o governo não disponibilizou foi a estrutura para receber este aumento de veículos.


 "A falta de conscientização dos motoristas e pedestres atrapalham de forma considerável o trânsito, junto com a falta de fiscalização. Leis mais severas e campanhas de conscientização melhorariam bastante. Se não houver um bom projeto para a metrópole daqui a alguns anos o trânsito para, pois cada vez mais a frota está aumentando e as vias congestionando. De acordo com os meus dados, Belém está com alguns seus projetos em andamento como o BRT, o alongamento da João Paulo II até a Alça Viária e o alongamento da Avenida Independência até Marituba, porém há muito a ser feito", informa Stefani Freitas  .


Saulo Gomes é motorista de ônibus e para ele  o trânsito ultimamente é imprevisível, pois em um dia pode demorar uma hora e em outro demorar mais. Antes se estipulava o tempo em que se saía de casa, hoje mesmo saindo duas horas adiantadas para ir a um lugar que se gastaria meia, ainda assim corre o risco de se atrasar para o seu compromisso, pois no transito de Belém tudo pode acontecer. Sua profissão é mais complicada ainda. Ele passa a maior parte do seu tempo dirigindo e enfrentando o congestionamento e o estresse do trânsito de Belém.

"Os acidentes estão acontecendo com mais frequência, o que piora a situação, e para quem tem responsabilidades a cumprir, a preocupação é bem maior. No caso do meu patrão, compromete bastante o seu serviço, nós dois somos prejudicados. Viver imprevisivelmente e com estresse hoje em dia virou rotina, e não acredito que um dia possa melhorar, pelo contrário, piorou de uns cinco anos pra cá, daqui a alguns anos acredito que a situação será bem pior", lamenta Saulo Gomes.
 
Não apenas Saulo mais uma boa parcela dos motoristas que possuem uma responsabilidade maior que é a atenção no transito, sofrem com a sua piora. O trânsito de Belém gera desconforto e indignação para toda a população Todos esperam dos órgãos responsáveis as possíveis soluções. Procuram-se então os culpados para este caos, procura-se o júri para esses culpados.

Raimundo Alves é vendedor de carros usados. Segundo ele a venda dos veículos diminuíram nos últimos dois anos. Ele acredita que deva ser pela facilidade que se tem hoje para comprar um carro novo. As pessoas estão dando prioridade na compra de carros novos e estão conseguindo bastante desconto. Atualmente o governo ajuda de uma forma significativa as compras de carros.

"Os preços dos carros estão diminuindo por conta dos novos estarem abaixando também, mesmo assim a preferência em financiar um carro novo é mais frequente. Acredito que a tendência é que os preços continuam a abaixar nos próximos anos”, relata Raimundo Alves.

 Levando em consideração o aumento da frota com o passar dos anos, a troca dos veículos particulares ao invés dos coletivos, a falta de estrutura, a falta de fiscalização, as impudências, etc. entende-se que há vários motivos pelo caos. Uns culpam mais um do que outro, em outros casos o culpado é apenas um e tira de si a responsabilidade, porém não basta culpar terceiros. Cada um possui uma responsabilidade como cidadão. Uns mais do que outros, porém a cidade que por sinal é a metrópole do Pará, merece uma atenção e cuidado de todos em qualquer grau de hierarquia, afinal já está na hora de aprender a viver em sociedade um ajudando o outro.

Não adianta culpar o governo, cada um deve fazer a sua parte de acordo com a sua função no trânsito, seja pedestre, seja ciclista, sejam motociclistas, seja motorista , seja os órgãos públicos, seja o a prefeitura ou governo do estado. Todos possuem uma responsabilidade social. 

Os culpados devem ser presos, na prisão chamadas 'educação'. Aos maus condutores fica responsabilidade de ter paciência e prudência para facilitar o trânsito; aos órgãos fiscalizadores e responsáveis do transito de Belém fica o compromisso de cumprir sua função, para que haja o cumprimento das regras e principalmente organização; e ao governo fica a estratégia para que cada dia possa resolver os problemas de Belém do Pará, que não são poucos e que nem podem ser resolvidos de uma hora para outra, porém essa estratégia servirá para melhorar a cidade, pois a mesma merece respeito e muita dedicação sendo ela o espelho das demais cidades do Pará. É claro que todos devem tomar consciência de que a tendência é sempre piorar, pois não devemos nos esquecer das estatísticas básicas. Como o crescimento da população e da frota de veículos, a questão a ser tratada é a adequação a esses fatos, como minimizar o problema.

No trânsito a mudança deve ser mútua. O governo trabalha e a população ajuda, para que cada ponto possa ser explorado para o aprimoramento e que com o tempo as pessoas possam se adequar com está cidade que está mudando, que está crescendo e que se torna cada vez mais urbana, infelizmente. Que junto com o crescimento venha o desenvolvimento e a dedicação recíproca, para que as próximas gerações não sofra mais do que esta.

                          
    


quarta-feira, 4 de março de 2015

EU TENHO MEDO DO FUTURO

"O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade".(Karl Mannheim) 



Em todas as áreas da vida é preciso pensar e repensar sobre os direitos e deveres na sociedade. Vive-se em uma sociedade onde a lei é perfeita, mas o cumprimento dela é vexatório. Essa sociedade é moralista, preza pela "família", mas só se for a sua. Cada um pensa apenas no seu próprio mundinho. E isso nunca vai ser "viver em sociedade".

  A situação só é compreensível quando passamos por ela e quem quer passar pela classe miserável de onde vem esses pequenos criminosos? Muito se fala, pouco se faz. E o futuro tenebroso se aproxima cada vez mais. Querem uma lei para a diminuição da maioridade penal, mas o que isso levará? 

Pensar em conjunto é tarefa difícil, mas é disso que nosso futuro depende. Muitas idas e vindas na história; muitas guerras e conflitos, no qual fica claro que a violência sempre existiu. As desigualdades sempre foi o motivo predominante dessas guerras, a ganância de poucos, a ignorância de muitos.

Em situações diferentes em contextos diferentes, ela não é nenhuma novidade. Certo, hoje essa violência está bem mais dolorosa. Se trata de crianças e adolescentes que vão para o caminho da criminalidade, vivem pouco, e o pouco que vivem com certeza é infernal. É triste vê-los pegando em uma arma, ceifando vidas de inocentes.

É penosa ambas as partes, tanto do violador como do violado. Exaustivo acompanhar tanta violência. Não se pode vencer esse mal com mais violência. Dizem que violência gera mais violência e eu acredito nisso. Não se pensa na educação, na arte, música, integração. Apenas na punição. É uma sociedade de dedo na cara, acusações.

 Mais uma vez coloco na questão a importância de solucionas as causas e não os efeitos. Isso aprendi com meu professor de ética jornalística há algum tempo, Alexandre Lins, e fiquei com isso na mente, não vou esquecer. Sendo em questão de estado ou particulares, resolver as causas é mais importante para não surgirem efeitos terríveis no futuro.

Não tem como não se revoltar como andam as coisas na sociedade. O sistema, às diferenças sociais, às injustiças. O mundo está se fechando. São problemas ambientais, econômicos, sociais. Problemas na educação, que na verdade, a falta dela é o principal problema. Sem ela, a sociedade virá no que se chama Brasil.

 Agora faço da canção de Raul Seixas as minhas palavras "Seu moço do disco voador me leve por favor", pois está complicado e isso pra todo mundo. Mas, como já havia dito, só nos preocupamos quando acontece com a gente. "Que se dane os favelados com os tiroteios e a violência", agora que ela é generalizada todos querem tomar providências, claro, irracionais e egoístas.

O sistema penitenciário está na falência, na verdade sempre esteve. Não há uma preocupação do governo e da sociedade de receber novamente esses presidiários para o convívio social. Um adolescente que entra com 16 anos, vai sair no auge da sua juventude. Um adulto revoltado, com ódio de quem tem tudo que ele não teve. Querem lutar pela a diminuição da maioridade penal, mas porque não se luta com o mesmo gás pela educação?

A sociedade está revoltada e desesperada com o caos da insegurança. O desespero leva a imaturidade e até mesmo a irracionalidade. A Mídia que deveria levar a massa ao conhecimento e ajudá-la a resolver seus conflitos da melhor maneira possível, apenas piora o que já está lamentável para os ditos "animais racionais". Estamos indo para um caminho assombroso. Uma justiça falha, uma política corrupta, uma mídia mercenária, uma sociedade alienada.

Família


A revolta e a criminalidade é uma consequência da desigualdade social. Ninguém tem pena de uma criança ou adolescente que não teve família, que passou fome, que comeu o pão que o diabo amassou. Será que eles vão ter pena da sociedade que a jogou neste mundo? Será que colocar esses menores no mesmo lugar de adultos resolverá a criminalidade? E quando este sair da prisão?

As crianças antes representavam a pureza da sociedade, é inadmissível que hoje represente insegurança, medo, ódio, revolta. O que levaram esses dados catastróficos? Há explicação para esse terrível mau no meio infantil?

Basta analisarmos a história que veremos muitos motivos para esse agravante. Acreditem, a falta de leis para a diminuição da maioridade penal não é algo relevante de se pautar. A violência não diminuirá. Serão adultos mais perigosos no futuro. Mais policiais, mais presídios não diminuíram a violência até hoje. O que vejo nitidamente que aumenta a violência é a diferença social e o sistema corrido atual.

Primeiramente, coloco o papel fundamental da família, a base estruturar de qualquer cidadão. Embora haja exceções, o ambiente no qual o indivíduo se encontra influencia muito no seu caráter. Vemos em um mundo desigual, um mundo desenvolvido tecnologicamente, porém que retrocede no cuidado com a moral e com os bons costumes.

Ao mesmo tempo em que a sociedade avança cientificamente ela regride moralmente. Antigamente, embora não houvesse tantas tecnologias havia costumes familiares e sociais que faziam da sociedade um ambiente melhor de se viver. Os ensinamentos familiares são fundamentais para o crescimento de um ser.

Deve ser por isso que a geração atual está tão caótica, com a mudança de ambiente tudo ficou diferente. A mulher passou a trabalhar fora juntamente com o pai. O capitalismo com suas cobranças, tornou o sistema apenas preocupado com a materialidade e com o presente. Não há tempo para a família e sim para o trabalho que é cobrado.

Tecnologia

É a nova era na sociedade, a ciência avançou muito, o que torna o mundo virtual uma febre que atinge em massa as crianças e adolescentes de todo o país e de todas as classes sociais. Deveríamos ficar felizes com tantas inovações, porém ao mesmo tempo que a saciedade avança, também dar paralelamente um passo para trás.

  A tecnologia tem retardado a moral humana, poderia uma ótima ferramenta para o aprendizado. Mas o que vemos são crianças viciadas com jogos, nas redes, acelerando um processo de crescimento. Amadurecendo cedo demais. É a era da ostentação. Todos querem as novas inovações.

 Em um mundo tecnológico, onde se troca de tecnologia como quem troca de roupa. Todos com seus aparelhos da última geração, esbanjando riqueza. Um indivíduo da classe baixa não vai medir esforços para "ostentar" também. É o que se espera de um sistema amplamente desigual. Poucos tem muito, muitos tem pouco.

Governo

Na história do ser humano nunca se viu um modelo ideal de governo. E olha que foram vários. A verdade é que o se humano em si, não sabe viver em comunidade e uma liderança menos ainda exercer seu papel. Houve e ainda há guerras, governos absolutos, ditadores, oligarquias, monarquias, democracia; enfim vários modelos fracassados no qual a violência nunca deixou de existir e onde a classe baixa sempre foi a mais penalizada.

Tratando-se do Brasil, um país ‘democrático’, porém capitalista, as diferenças sociais são expressivas demais, consequentemente a violência vem junto. O governo como sempre não toma as devidas providências e mais uma vez a classe menor passa a sofrer. É impressionante que os séculos passam e o rico fica mais rico e o pobre mais pobre.

Acho "incrível", por sinal, nossos representantes brigarem por leis como a diminuição da maioridade penal e não pela educação, saúde, saneamento, lazer. Passam horas brigando por um absurdo.

E o futuro?

 Tenho medo do futuro, pois o presente já está assustador demais. Das cobranças do sistema, que empurra cada vez mais os menos favorecidos para o abismo. Tenho medo desse mundo onde a pressa e a falta de tempo para questões básicas são os grandes vilões da sociedade.

Meu maior medo é a falta de solidariedade, pois nessa desigualdade sem fim, os mais fortes devem ajudar os mais fracos. Não é o que acontece. Os fracos a cada dia são jogados a própria sorte. Os fortes usam sua força para usos pessoais.

 Eu tenho medo do futuro, não apenas por esse pequenos infratores, mas pelas medidas que são tomadas para solucionar esses problemas. Eu tenho medo de uma sociedade cada vez mais fria, egocêntrica, irracional.

  Eu tenho medo de como as coisas andam, da família cada vez mais separada, da rotina cada vez mais corrida, de um mundo cada vez mais consumidor, destruidor, desigual, desumano.

Eu tenho medo do futuro que se aproxima, bem rápido. Que esse meu medo não seja maior que a minha coragem, de dizer o que penso, mesmo que a maioria não concorde.

domingo, 7 de setembro de 2014

PÁTRIA AMADA BRASIL




Patriotismo, para muitos brasileiros, é apenas futebol na Copa do Mundo. Mesmo assim, só se o Brasil ganhar (Horlando Halergia )




Procura-se o Patriotismo

As recordações do 7 de setembro são as mais lindas nos tempos de escola. Todo aquele desfile; hino no pátio; os saudosos cata-ventos, na época das marchas infantis. Enfim, muitas recordações de uma época boa. A cada ano que passa, as culturas se tornam mais englobadas e o amor pela sua própria cultura  cada vez mais distante. Se não há patriotismo em datas comemorativas, o que dirá durante o ano?

Olho para o Brasil nada Patriota e ouço pessoas dizendo que o odeiam. Muitos dariam tudo para morar para a Europa ou qualquer outro país desenvolvido, que não seja o país do futebol e das desigualdades sociais. Triste realidade para nós, pois toda nação precisa de cidadãos que a amem e que não corram dos seus problemas.

Estudando a história e percebo o quanto o 7 de setembro é importante para nós. Claro que nem tudo foi como conta a história e a vida não um mar de rosas. Mas, é bom vivermos um momento de respeito e amor à pátria, o nosso ambiente cultural. Aqui está a nossa história de vida e tudo que somos é graças ao lugar onde nascemos e crescemos.

O país era politicamente colonizado por Portugal, bem não apenas politicamente, economicamente nem se fala.  Muitas idas e vindas até a data 7 de setembro. O Brasil se livrou politicamente de seu colonizador, um marco para nossas vidas. Claro que ainda temos marcas desses colonizadores, mas o pior já passou. Merecemos e devemos comemorar. Mas, não é isso que de fato acontece.

Vejo as pessoas cada vez mais afastadas do patriotismo. Pessoas completamente preocupadas com suas futilidades e se lixando para as causas que promovem uma nação. Pessoas desacreditadas com a política e com melhoras sociais. Vejo pessoas passarem por um mendigo e achar normal. Vejo todos os dias o descaso dos cidadãos brasileiros que estão apenas preocupados com o seu próprio umbigo.

Vejo, vejo, vejo, vejo... tantas coisas que parece que nunca vai ter fim. Pelo menos não enquanto as pessoas se importarem apenas consigo. Na era do egocentrismo a sociedade se torna um lixo. Pessoas apenas pensando em seu mundo. Viver como uma Pátria é justamente saber viver em sociedade; pensar em conjunto e se preocupar como anda a nação. Mas, não é isso que de fato acontece.

Acompanho com pesar um Brasil completamente desigual. Com uma política corrupta e um povo alienado. Assisto uma mídia fazendo chacota da população. Noto as culturas de fora dominando a nossa, com suas músicas, artes, comidas como fast-food. Afinal,  a globalização não tem apenas pontos positivos.

PÁTRIA AMADA? Que amor é esse que perdemos com o passar do tempo? Todos os nossos valores patriota, onde estão?

Para se chegar ao tão sonhada independência, o Brasil teve que passar por muitas coisas. Todas as revoltas, as inconfidências, as idas e vindas que a Pátria sofreu, não devem ser menosprezadas, jogada ao vento ou simplesmente esquecida pelos seus cidadãos.

Como vamos melhorar o nosso país, se não o amamos? Como vamos educar nossos filhos?

Com cultura Americana? Com comidas de fora? Artistas de fora? Plantando neles a vergonha que temos do nosso país?

A vergonha que temos que ter é de nós mesmos. Cidadãos medíocres que afundamos o nosso próprio país, pois tudo o que ele é depende da geração que o constrói. Sim a Pátria é o reflexo da sociedade. E se estamos indignados com a violência, com a saúde, com a educação com as desigualdades, com a política corrupta... Por que não lutamos pela nossa bandeira?

Existem aqueles que preferem lutar pela bandeira de um partido político ou de um clube de futebol. Nada contra, por mais que pareça, mas as nossas lutas devem ser principalmente pela bandeira do nosso país.

Os problemas?

Esses, devemos analisar; discutir; gritar; espernear e tentar resolver como cidadãos que vivem em sociedade.


quarta-feira, 21 de maio de 2014

CORTA PRA MIM




"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma." (Joseph Pulitzer 1847-1911)



Chega Violência?


Sabe-se que não é muito tranquilo iniciar discussão sobre violência, sob qualquer visão. Trata-se de um tema ainda bastante penoso e pesado, contudo, apesar da intranquilidade, caminhar é preciso e ir a fundo à questão significa atentar para este problema. Atentando se reflete; refletindo se busca soluções. E é este o caminho que  a sociedade precisa.



Vivemos uma época de violência descontrolada. Assaltos, assassinatos e crimes assombram uma sociedade desamparada. O sistema cria monstros e faz vítimas. Muitos vão dizer: Vai de cada um, tem pobre trabalhador. Realmente, vai de cada um, todos merecem ser tratados diferentemente. Cada um possui uma história carregada nas costas, influencia etc. Todos os fatores devem entrar em questão.



A mídia, se aproveitando do caos, faz seu show em busca de audiência.  Vê-se constantemente, um jornalismo descaradamente sensacionalista. Com o poder que os meios de comunicação possuem, a sociedade vai a caminho da alienação e ignorância. A mídia, ou melhor, seus patrões, não se importam como anda a sociedade. Eles pensam apenas no seu bolso. A violência tem rendido dinheiro, e eles vão investir cada vez mais no show.



A aceitação da população quanto à linha editorial de certos jornais, torna a violência cada vez mais difícil de ser resolvida racionalmente. Acredita-se que a intenção é justamente a alienação deste público. Os grandes empresários, não querem uma sociedade bem informada e pensante. Eles querem apenas consumidores, e estes devem está de acordo com o sistema excludente, competitivo e descaradamente desigual.



Neste contexto de interesses, quando se apoia os Direitos Humanos geram um batalhão de críticas e xingamentos. Coitados dos psicólogos, sociólogos, advogados e etc. É extremamente complicado, rebater tudo que a mídia joga na grande população. O sensacionalismo tornou-se moda e como sempre a racionalidade retrocede. É o tempo de ódio e insensibilidade. A mídia apresenta dois extremos para a violência; a morte ou a cadeia dos infratores.



Não se trata de demagogia, ou utopia. Não acredito em que mundo perfeito possa existir, pois erramos constantemente. Não se trata de apoiar os erros das pessoas. O crime nunca vai ser algo em que as pessoas vão defender. A ideia sempre foi resolver as situações de forma mais plausível possível, pois é a grande massa que possui essas vítimas de geração em geração. A cada ano que passa esse sistema se torna cada vez mais desigual. Coitada da terceira classe, de lá que vem esses infratores, que nem sempre tem uma opção, ou orientação para ser um cidadão de bem. A mídia está colocando a população contra ela mesma.






Precisamos nos questionar sobre o que vai ser do Brasil no futuro.  A criminalidade está no comando.  E convenhamos. não se pode afirmar que o crime cresceu por falta de presídios ou de policiamento. Estes dois são apenas para contornar a segurança da sociedade. Resolver a questão da violência desta maneira é tratar apenas das consequências e não das causas.


No mundo desigual, sempre haverá pessoas que irão de uma forma ou de outra denegrir a lei. Imperfeição é sinônimo da humanidade e aquele que nunca errou que atire a primeira pedra. Todavia o homem é um ser fantástico que está em constante mudança, melhora, piora, cai e se ergue novamente. Dependendo da sua motivação, ou seja, se o mundo está favorável a ele, a chance de errar é menor.



A questão a se discutir é a seguinte: Onde está o povo pensante que luta a favor dos direitos de todos? Será que a mídia e as autoridades só se voltam para os mais favorecidos? Apenas os ricos tem o direito ao lazer, educação, alimentação, saneamento, alimentação, transporte?

Enquanto uma pequena classe concentra terras e terras em suas mãos, milhões e milhões em sua conta corrente. Existe a grande massa que sobrevive com um salário mínimo, tendo uma família com dez pessoas, e mais ainda, há aqueles que vivem miseravelmente passando fome. O que dizer dos moradores de ruas?


A estrutura familiar, a educação, clínica de reabilitação de drogas, lazer, um ambiente favorável e entre outros fatores são fundamentais para uma possível "paz" social. São gastos para os cofres públicos? Evidente que sim, mas para um país que investe bilhões em futebol, é presepada chorar para dar um investimento nas causas sociais. A desculpa dada a população é que haverá retorno da copa com o turismo, mas esse retorno é para qual grupo?



Empresários? Aqueles que possuem grandes empresas que exploraram seus funcionários. Deram uma mixaria de horas extras e ganharam uma fortuna em seus bancos? Nada contra o esporte, afinal é um período de grande entretenimento em que as pessoas se unem para uma causa. Mesmo que seja torcer pela seleção. O problema é que a corrupção não deixa que o país melhore. Como pode os deputados aumentar 100% seus salários, enquanto o mínimo 5%? Somos palhaços? Somos tão ignorantes de aceitar tamanha cara de pau?



E a mídia? Haaaaa, esta faz chacota da nossa cara. Coloca-se como amiga do povo. Coloca-se como porta-voz da população. Mas, na verdade está atrelada a esses poderosos, ou melhor, é um desses que estão no poder. Enriquecendo cada vez mais, enquanto jovens e adolescentes padecem no mundo da criminalidade, no qual vão ser apedrejados e jogados a própria sorte, por ela e em seguida pela a população alienada que faz tudo que a mídia quer.




O que a Mídia Sensacionalista fala?



"BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO"


Essa é a cara do Brasil "democrático", em 'TODOS' são iguais perante a lei.... Essa é a cara da imprensa, que diz ser porta-voz do povo, que diz pensar nas causas sociais. Essa é a mídia que conhecemos. Onde os interesses de que tem mais renda é o que está sendo priorizada. Onde quem padece é a massa.  E acreditem a tendência é piorar.

 Mídia Sensacionalista eu te odeio e é sério!!!!


Por ironia do destino, cair no curso de jornalismo. Confesso que não era um sonho de infância. Mas, sinceramente, me apaixonei pela profissão, pelo menos por sua teoria. O jornalismo tem um poder de influência fantástico. Lidar com os cidadãos, sabendo que eles se espelham em nós, é uma dádiva. Lamentavelmente, muito do que se aprende na faculdade não se concretiza na prática, tornando-se apenas uma ideologia.


Essa é a parte decepcionante da profissão: Tudo fica na teoria, para não generalizar, quase tudo. A ética é praticamente aniquilada, fica uma tristeza na alma, como se o universo da faculdade não fosse paralelo ao do mercado de trabalho.


A questão é que a própria imprensa censura o jornalista. Por incrível que pareça, há muita censura nos jornais. A imprensa tornou-se mercenária e capitalista como o próprio sistema. Ainda há a auto censura, quando o jornalista se vende. Conta-se nos dedos aqueles que optam por um jornalismo íntegro. Cito aqui, o grande jornalista Lúcio Flávio Pinto, no qual sou a fã numero um. Não se vendeu a modinha dos jornais, de cuspir na população a desgraça dos outros.


Pouco me interessa assistir certos programas sensacionalistas, nunca gostei, depois que iniciei o curso menos ainda. São os tipos de programas que perderia a audiência imediatamente se a criminalidade e as desgraças diminuíssem. Sabendo que eles possuem um poder em suas mãos que é justamente a influência. Portam-se dessa maneira desumana, cínica, mercenária, ridícula, calculista, demagógica ou simplesmente sensacionalista.

Eu odeio a mídia sensacionalista pelo simples fato de inverter a realidade dos fatos; abandonar o conceito fundamental do jornalismo que é a defesa dos menos favorecidos; se voltar descaradamente contra os que realmente necessitam e fazer um "show" de assuntos extremamente delicados. Não entendo realmente a aceitação desta linha editorial. Às vezes penso que tenho até problemas e sou do contra em tudo, pois são muitos os telespectadores e leitores desta linha.

Tá rindo do que?

Os sensacionalistas querem audiência a qualquer custo, mesmo que para isso precise ir contra os direitos humanos, mesmo que para isso precisem rir das desgraças alheias.
Um programa só de morte, violência e casos tristes, deve ter palhaçada para quebrar o gelo? Na minha humilde opinião... NUNCA. Nesses programas estilo "CORTA PRA MIM" não noticiam casos bons, as risadas são do que então? das desgraças dos outros? Do salário no final do mês a custo da calamidade?



Um programa em que misturam fatos tristes com piadas sem graça entre o apresentador e os repórteres não deveria ter nenhuma credibilidade.

"Lembram quando sonhávamos em mudar o mundo?
o que nos tirou a coragem"?


O sonho ainda não acabou 

Embora parecer impossível resolver os dilemas desta vida cruel, poderia ao menos amenizar a situação; o sonho de uma sociedade melhor não pode morrer na nação Brasileira. O espírito nacionalista é o mais bonito de se ver, temos simplesmente que amar nossa pátria linda, sim ela é linda por natureza, o sistema que vem destruindo sua essência. 

Infelizmente, apoiamos o  lado da aristocracia ao concordar  com frases que jornalistas burguêses  dizem ,"adote um bandido", como se houvesse apenas essa solução.


  Há várias maneiras de solucionar a criminalidade. A principal é cobrar do governo medidas socioeducativas para amenizar e não mais policiais, penitenciárias para piorar a situação e o indivíduo sair pior do que entrou. Devemos cobrar do governo  investimento nas futuras gerações, pois como sempre  quem paga a maior parte dos impostos somos nós, meros plebeus, pois a classe superior recebe várias benefícios do governo, grandes empresas ficam isentas de impostos , acreditam?????????????
haaaaa vá!!!! incentivos fiscais???? para os ricos ficarem mais ricos????? Só pode!!!

A revolução deve ser a nossa arma e não a violência. A Revolução Francesa mudou todo um sistema e houve mudanças significativas na França que é notada até hoje....

E nós pessoas "de bem", o que vamos fazer?

Aceitar, como alienadados o que nos dizem?

Derrubar a Bastilha (presídios)ou Fortificar?



E os Defensores dos Direitos Humanos são hipócritas?




Hipocrisia é dar uma de defensor da população e


aderir a corrupção.










Hipocrisia é falar de ladrão, sem citar os políticos






corruptos .










Hipocrisia é aquele que luta pela pena de morte e






não pela educação














Hipocrisia é aquele que luta pelo diminuição da maior






idade penal e não analisa as causas.










Hipocrisia é o egoismo forjado de "justiça"....porque


justiça deve ser dada a todos, independente de


classes social.




Hipocrisia é uma mídia dizer que está a favor do povo,


mas é patrocinada pelo governo forjando a verdade,


encobrindo os verdadeiros ladrões, aqueles de terno e


gravata.




Hipócritas são vocês. Burgueses, demagogos, interessados apenas em bens materiais.



Então, não me venha falar de hipocrisia.








quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Chega de Infantilidade .

É mais fácil separar a água do vinho que a hipocrisia da verdade no julgamento das ações humanas.(Carlos Malheiros Dias)


A sociedade precisa de mais racionalidade e menos infantilidade da nossa parte

"Eu odeio gente falsa".
Observação: Eu sou falsa.
"Eu odeio mentira".
Observação: Sou uma mentirosa.
"Eu odeio pessoas invejosas"
Observação: Eu desejo o que não é meu.
"Eu odeio gente hipócrita."
Observação: Eu sou hipócrita.

"Eu odeio...tanta coisa em que eu não enxergo que faço o mesmo ou até pior e sabe porque? porque todos nós somos iguais em tempos diferentes. Infelizmente ou até felizmente todos os seres humanos erram, justamente para uns não se acharem melhores do que os outros. O Egocentrismo sempre existiu, pensar em conjunto sempre foi um problema para a humanidade, se colocar no lugar do outro sempre foi uma barreira. Quando estamos em momentos péssimos nos sentimos melhores quando vemos alguém em uma situação pior que a nossa. Julgamos os outros e enganamos a nós mesmos, nos titulamos sempre a "vítima" da situação.

Não aprendemos a lição da vida. Se alguém quebra um copo é porque é desastrado, se eu quebro foi um acidente. Tendemos sempre achar que somos melhores dos que os outros moralmente ou espiritualmente, que nossas opiniões são melhores, que temos a razão de tudo. 
Porque quando alguém vem aconselhar damos uma patada, "não se mete na minha vida"...."você fala porque não é você"...
Ai vem aquelas indiretas ou diretas mesmo nas redes sociais, "vai cuidar da sua vida..."odeio pessoas que me criticam, "faz melhor". Um turbilhão de infatibilidade, perda de tempo e principalmente a perda de aprendizado uns com os outros. 

Sim, maldamos quem quer nos ajudar, não que seja moralmente melhor do que eu, mas que se preocupa ou já passou pela mesma situação, quando alguém vem nos aconselhar não significa que esteja se metendo em nossa vida, as vezes é apenas para não cairmos no mesmo buraco que um dia caiu, que não deseja ver o sofrimento ou fracasso da pessoa. Até porque que quer nos ajudar fala diretamente que não quer fala pelas costas.  

MALDAMOS TUDO E TODOS E NOS TITULAMOS PERFEITOS 

Pra que tudo isso ? se precisamos uns dos outros...PRECISAMOS DE AMOR um pelos outros...olhemos a trave dos nossos olhos para olhar o cisco do olho do outro. Criamos um certo tipo de cerca elétrica, blindamos  nossa vida e nos afastamos de pessoas na qual aprenderíamos muito.

Como seria a sociedade se fosse plantada a união? 

Seria mais harmônico, as pessoas veriam o lado positivo de cada um e não haveria tantas intrigas. A fofoca acaba com os relacionamentos e com os possíveis relacionamentos, é incrível como uma pessoa que mesmo não conhecendo outra possa odiá-la pelo simples fato de alguém falar mau dela. Cria-se um estereótipo sem fim na sociedade.

Paremos com essa auto defesa desnecessária, na qual perderemos muito como pessoas sociais, individualismo deixa as pessoas estressadas e depressivas, pois querendo ou não somos seres sociais e ninguém aguenta solidão. A sociedade precisa de mais racionalidade e menos infantilidade da nossa parte.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

PARÁ

Aqui a gente toma guaraná quando não tem Coca-Cola. Chega das coisas da terra,que o que é bom vem lá de fora.Transformados até a alma sem cultura e opinião. O nortista só queria fazer

parte da Nação(Mosaico de Havena)

foto: Michele Lobo

Quem não te conhece pode querer te envergonhar

Apenas os pontos negativos falar

Mas quem passa a realmente te conhecer

tem bons motivos para jamais te esquecer




Mangueiras na ruas, chuva quase toda tarde

É a tua cara Pará, a quem amo de verdade

teu clima, tuas riquezas, tua vegetação

Te tornas precioso nesta Nação




A tua estrela se destaca na bandeira da nação

Tua gente, tua cultura, tua música, não tem comparação

As tuas comidas típicas é só pra se deliciar

Pará, tem muito de ti para elogiar





E o Ver-o-Peso? Ahh, o Ver-O-Peso revela o ser paraense

um ser simples, feliz, e envolvente

Que mesmo com  problemas e sofrimentos

 Sorrir em todos momentos




Saibas, lindo Pará, que teus problemas não me impedem de te amar

Ser paraense jamais me envergonhará

Ó meu Pará, tenho orgulho de ti pra valer

Sou feliz de nesta terra linda viver





Por: Michele Lobo